{"id":1259,"date":"2021-03-27T22:54:19","date_gmt":"2021-03-28T01:54:19","guid":{"rendered":"https:\/\/neoprego.org\/?p=1259"},"modified":"2021-03-27T22:54:19","modified_gmt":"2021-03-28T01:54:19","slug":"ferramenta-masculina-revista-pesquisa-fapesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/ferramenta-masculina-revista-pesquisa-fapesp\/","title":{"rendered":"Ferramenta masculina (Revista Pesquisa FAPESP)"},"content":{"rendered":"\n<p>Repostagem da reportagem &#8220;<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/ferramenta-masculina\/\">Ferramenta masculina<\/a>&#8221; publicada na Revista Pesquisa FAPESP <\/p>\n\n\n\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_MacacoPrego-0-1140.jpg\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" alt=\"\" loading=\"lazy\"><div class=\"wp-caption\">Mesmo em paredes de pedra, machos jovens observam adulto em a\u00e7\u00e3o de ca\u00e7a<p class=\"media-credits\">Tiago Fal\u00f3tico \/ USP<\/p><\/div><p>As f\u00eameas de macacos-prego (<em>Sapajus libidinosus<\/em>) que vivem no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piau\u00ed, s\u00e3o t\u00e3o habilidosas quanto os machos no uso de pedras para quebrar frutos e castanhas, mas n\u00e3o usam gravetos, o que seria \u00fatil durante a ca\u00e7a para cutucar animais em fendas na pedra e at\u00e9 para espantar cobras e animais perigosos \u2014 como fazem os machos. Intrigados com essa diferen\u00e7a de comportamento entre os sexos, pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) acompanharam um grupo de oito jovens macacos \u2014 tr\u00eas f\u00eameas e cinco machos \u2014 durante dois anos, fase inicial do processo de aprendizado.<\/p><p>\u201cNossa primeira hip\u00f3tese era de que as f\u00eameas n\u00e3o fizessem parte da rede social dos machos adultos\u201d, relata o bi\u00f3logo Tiago Fal\u00f3tico, da Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades (EACH-USP), coordenador da equipe e primeiro autor do artigo publicado este m\u00eas (5\/3) no site da revista <em>American Journal of Primatology<\/em>. Nessa esp\u00e9cie, os macacos jovens se aproximam dos mais velhos para observar e aprender. Mas, quando fizeram diagramas com as conex\u00f5es sociais em grupos desses primatas, a hip\u00f3tese n\u00e3o se confirmou.<\/p><p>\u201cAs jovens tinham liberdade de se aproximar dos machos adultos e at\u00e9 de escolher aqueles que manipulam a vareta com maior efici\u00eancia\u201d, relata Fal\u00f3tico. Mas mesmo estando bem perto do macho, nas nossas observa\u00e7\u00f5es, elas s\u00f3 olharam 36% das vezes para o que eles estavam fazendo, enquanto machos o fizeram em 85% das ocasi\u00f5es.<\/p><div id=\"attachment_388020\" style=\"max-width:1150px;\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-388020 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_MacacoPrego-1-1140.jpg\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"760\"><p class=\"wp-caption-text\"><span class=\"media-credits-inline\">Tiago Fal\u00f3tico \/ USP<\/span>Jovem treina uso de graveto para alcan\u00e7ar insetos em cavidades nas \u00e1rvores<span class=\"media-credits\">Tiago Fal\u00f3tico \/ USP<\/span><\/p><\/div><p>Aparentemente a falta de interesse das f\u00eameas n\u00e3o se dirige \u00e0 vareta, mas aos machos em si. Os pesquisadores t\u00eam dois motivos para pensar assim: primeiro, o fato de que as jovens costumam observar outras f\u00eameas com mais aten\u00e7\u00e3o do que olham os machos. \u201cAs f\u00eameas do macaco-prego vivem em grupos familiares femininos, enquanto os machos saem do grupo natal e migram para outros grupos\u201d, explica Fal\u00f3tico.<\/p><p>Segundo, porque esses primatas passaram mais tempo olhando fotos de macacos do mesmo sexo, em experimentos de laborat\u00f3rio. Essa tend\u00eancia \u00e9 importante porque a observa\u00e7\u00e3o atenta \u00e9 a forma mais comum de aprendizado entre os macacos-prego.<\/p><p>Algumas f\u00eameas aprenderam a usar varetas para resolver problemas, como tirar mel de uma caixa, ao cabo de tr\u00eas ou quatro meses em estudos experimentais em um parque urbano de Goi\u00e2nia, feitos h\u00e1 alguns anos pelo psic\u00f3logo Rafael Cardoso, durante doutorado orientado pelo bi\u00f3logo Eduardo Ottoni no Instituto de Psicologia da USP (IP-USP). Na natureza n\u00e3o fazem isso, mas usam pedras \u2013 \u00e0s vezes, at\u00e9 mais pesadas do que elas mesmas \u2013 para quebrar cocos e castanhas e tamb\u00e9m para desenterrar aranhas e lagartos de tocas no ch\u00e3o. No per\u00edodo reprodutivo, <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/ramifica%C3%A7%C3%B5es-ancestrais-dos-macacos-prego\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">atiram pedras nos machos como uma forma de comunica\u00e7\u00e3o sexual<\/a>. Diante do amplo repert\u00f3rio, parece insatisfat\u00f3rio que apenas o desinteresse pelo mundo masculino explique a aus\u00eancia do uso de gravetos.<\/p><p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8NzZklT1sQk]<br> <strong>Contexto desmotivante<br> <\/strong>Uma possibilidade \u00e9 que o contexto em que os gravetos s\u00e3o usados desestimule o aprendizado. S\u00e3o ca\u00e7adas silenciosas que acontecem em locais de acesso dif\u00edcil, geralmente em pared\u00f5es de pedra, onde observar de perto \u00e9 mais desafiador. A presa \u00e9 ingerida logo que sai da toca e n\u00e3o sobra muito para os jovens observadores, como acontece na ca\u00e7a de escorpi\u00e3o flagrada no v\u00eddeo acima. A falta de est\u00edmulo visual, sonoro e cal\u00f3rico pode ser um conjunto pouco atraente para que elas se dediquem \u00e0 arte do graveto, de acordo com o estudo.<\/p><p>Em contraste, as ferramentas de pedra, populares entre ambos os sexos, s\u00e3o usadas em locais fixos e f\u00e1ceis de visualizar, produzem restos abundantes de alimento e fazem barulho. \u00c9 um ambiente estimulante para os jovens. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que essa disponibilidade de alimento, em especial, seja uma motiva\u00e7\u00e3o importante para as f\u00eameas, mais do que para os machos\u201d, prop\u00f5e Fal\u00f3tico. \u201cElas ter\u00e3o custos reprodutivos maiores durante a gravidez e a amamenta\u00e7\u00e3o e talvez avaliem de forma mais criteriosa o retorno cal\u00f3rico de cada atividade.\u201d<\/p><p>Al\u00e9m disso, as f\u00eameas talvez n\u00e3o fiquem muito impressionadas com a efici\u00eancia do galho. De fato, sua taxa de sucesso \u00e9 de apenas 20%, enquanto a pedra d\u00e1 resultado positivo em ao menos 70% das vezes, conforme c\u00e1lculo dos pesquisadores.<\/p><div id=\"attachment_388024\" style=\"max-width:1150px;\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-388024 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_MacacoPrego-2-1140.jpg\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"760\"><p class=\"wp-caption-text\"><span class=\"media-credits-inline\">Tiago Fal\u00f3tico \/ USP<\/span>A captura de cupins \u00e9 um uso comum da ferramenta<span class=\"media-credits\">Tiago Fal\u00f3tico \/ USP<\/span><\/p><\/div><p>Para elas, os galhos parecem dignos apenas de serem mordiscados e talvez para co\u00e7ar o nariz. Em contraste, os jovens machos brincam entusiasmados com o instrumento, enfiando-o em buracos ou fendas na pedra, mesmo sem sinal da presa. \u201cCa\u00e7ar com o graveto exige t\u00e9cnica espec\u00edfica para localizar a presa\u201d, pondera Fal\u00f3tico. Mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 especialmente complicado: eles demoram cerca de dois anos para aprender, um pouco menos que o tempo necess\u00e1rio para adquirir profici\u00eancia no uso da pedra.<\/p><p>\u201cAparentemente, h\u00e1 uma barreira r\u00edgida de comportamento ligada ao sexo, que mant\u00e9m as f\u00eameas longe das varetas\u201d, comenta a arque\u00f3loga Mercedes Okumura, do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, que n\u00e3o participou do estudo. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o bem diferente do vi\u00e9s de sexo em seres humanos, mais flex\u00edvel e determinado por fatores culturais.\u201d<\/p><p>Por outro lado, assim como muitos primatas, somos uma esp\u00e9cie que transmite conhecimento e cultura. \u201cN\u00f3s tamb\u00e9m aprendemos observando outras pessoas, sobretudo aquelas que det\u00eam algum tipo de poder\u201d, diz ela. A influ\u00eancia exercida por pessoas famosas seria um exemplo disso.<\/p><p><strong>Intelig\u00eancia de chimpanz\u00e9<br> <\/strong>Os macacos-prego n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos primatas n\u00e3o humanos que usam gravetos. Os chimpanz\u00e9s os usam para fisgar cupins, tirar mel dos favos ou at\u00e9 para ferir presas durante a persegui\u00e7\u00e3o. \u201cNos chimpanz\u00e9s, assim como no macaco-prego, jovens machos manipulam ferramentas com mais frequ\u00eancia\u201d, explica a primat\u00f3loga Kathelijne Koops, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a <em>Pesquisa FAPESP<\/em>. \u201cMas, quando observamos em detalhes o uso do instrumento, percebemos que as f\u00eameas t\u00eam um repert\u00f3rio maior de uso e o fazem com mais efici\u00eancia, enquanto nos machos jovens predomina a brincadeira.\u201d<\/p><div id=\"attachment_388028\" style=\"max-width:1150px;\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-388028 size-full\" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_MacacoPrego-3-1140.jpg\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"760\"><p class=\"wp-caption-text\"><span class=\"media-credits-inline\">Tiago Fal\u00f3tico \/ USP<\/span>Aprendizes treinam inserindo varetas nas frestas que encontram<span class=\"media-credits\">Tiago Fal\u00f3tico \/ USP<\/span><\/p><\/div><p>Embora o macaco-prego seja bem menor que o chimpanz\u00e9, a rela\u00e7\u00e3o entre c\u00e9rebro e tamanho do corpo \u00e9 parecida \u2014 ele tem o maior c\u00e9rebro entre os primatas origin\u00e1rios do Novo Mundo e \u00e9 o \u00fanico que usa ferramentas. Eles j\u00e1 as usavam h\u00e1 3 mil anos e <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/cultura-de-uso-de-ferramentas-por-macacos-prego-variou-ao-longo-de-3-mil-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">introduziram inova\u00e7\u00f5es<\/a> h\u00e1 cerca de 600 anos, como pedras, para processar recursos. Mais recentemente come\u00e7aram a usar pedras maiores. <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/macacos-prego-ja-usavam-ferramentas-no-periodo-pre-colombiano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">H\u00e1 evid\u00eancias de que a transmiss\u00e3o do conhecimento venha ocorrendo h\u00e1 centenas de gera\u00e7\u00f5es<\/a>.<\/p><p>Por enquanto, o uso de varetas s\u00f3 foi observado nos macacos-prego da serra da Capivara. Mas, para a bi\u00f3loga Briseida Resende, do IP-USP, que estuda a esp\u00e9cie no sul do Piau\u00ed, a 300 quil\u00f4metros da serra da Capivara, falta saber mais. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que usem a ferramenta em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de observar, como em cima das \u00e1rvores\u201d, diz ela, embora esse tipo de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido avistada em 15 anos de trabalho na regi\u00e3o.<\/p><p>\u201cA pesquisa foi feita com poucas f\u00eameas, e \u00e9 cedo para tirar conclus\u00f5es sobre o vi\u00e9s de sexo no comportamento de macacos imaturos\u201d, ressalta Resende. \u201cFatores ecol\u00f3gicos ainda n\u00e3o compreendidos podem influenciar a escolha da ferramenta\u201d, ela sugere. \u201cSer\u00e1 que a maneira como manipulam as ferramentas tamb\u00e9m \u00e9 diferente entre os sexos?\u201d, questiona Koops.<\/p><p><\/p><p class=\"bibliografia separador-bibliografia\"><strong>Projetos<br> <\/strong>1. Uso de ferramentas por macacos-prego (<em>Sapajus libidinosus<\/em>) selvagens: Ecologia, aprendizagem socialmente mediada e tradi\u00e7\u00f5es comportamentais (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/85865\/uso-de-ferramentas-por-macacos-prego-sapajus-libidinosus-selvagens-ecologia-aprendizagem-socialmente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00ba 14\/04818-0<\/a>); <strong>Modalidade<\/strong> Projeto Tem\u00e1tico; <strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong> Eduardo Benedicto Ottoni (USP); <strong>Investimento<\/strong> R$ 611.005,29.<br> 2. Uso de ferramentas por macacos-prego: Aprendizagem e tradi\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/146004\/uso-de-ferramentas-por-macacos-prego-aprendizagem-e-tradicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00ba 13\/05219-0<\/a>); <strong>Modalidade<\/strong> Bolsa de P\u00f3s-doutorado; <strong>Pesquisador<\/strong> <strong>respons\u00e1vel<\/strong> Eduardo Benedicto Ottoni (USP); <strong>Bolsista<\/strong> Tiago Fal\u00f3tico; <strong>Investimento<\/strong> R$ 423.450,88.<\/p><br><p class=\"bibliografia\"><strong>Artigo cient\u00edfico<br> <\/strong>FAL\u00d3TICO, T. <em>et al<\/em>. <a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/ajp.23251\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ontogeny and sex differences in object manipulation and probe tool use by wild tufted capuchin monkeys (<em>Sapajus libidinosus<\/em>)<\/a>. <strong>American Journal of Primatology<\/strong>. on-line. 5 mar. 2021.<\/p><p><\/p><br><p>Este texto foi originalmente publicado por <a href='https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/'>Pesquisa FAPESP<\/a> de acordo com a <a href='https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/4.0\/'> licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND<\/a>. Leia o <a href='https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/ferramenta-masculina\/' target='_blank'>original aqui<\/a>.<\/p>var img = new Image(); img.src=&#8217;https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/republicacao_frame?id=388015&amp;referer=&#8217; + window.location.href;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Repostagem da reportagem &#8220;Ferramenta masculina&#8221; publicada na Revista Pesquisa FAPESP Mesmo em paredes de pedra, machos jovens observam adulto em a\u00e7\u00e3o de ca\u00e7a Tiago Fal\u00f3tico \/ USP As f\u00eameas de macacos-prego (Sapajus libidinosus) que vivem no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piau\u00ed, s\u00e3o t\u00e3o habilidosas quanto os machos no uso de pedras para &hellip; <a href=\"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/ferramenta-masculina-revista-pesquisa-fapesp\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Ferramenta masculina (Revista Pesquisa FAPESP)<\/span><\/a><\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8,1],"tags":[],"class_list":["post-1259","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publications","category-sem-categoria","no-featured-image"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1259"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1259\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.neoprego.org\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}